Brasília, Terça-Feira, 26 de Janeiro de 2021

Poder e Saúde

  • Increase font size
  • Default font size
  • Decrease font size
Home Página Inicial Amenidades Após edição de MP, ministro da Saúde anuncia compra de 100 milhões de doses da Coronavac

Após edição de MP, ministro da Saúde anuncia compra de 100 milhões de doses da Coronavac

E-mail Imprimir PDF

Após edição de MP, ministro da Saúde anuncia compra de 100 milhões de doses da Coronavac

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, anunciou nesta quinta-feira (7) a compra de 100 milhões de doses da vacina Coronavac produzida no Butantan, logo após o instituto divulgar uma eficácia de 78% do imunizante elaborado em parceria com o laboratório chinês Sinovac.

Pazuello explicou que a compra só pôde ser contratada com a publicação, hoje, da Medida Provisória 1026/21. A MP, segundo o ministro, permite a negociação de vacinas antes do registro definitivo ou emergencial na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O início da campanha de vacinação, no entanto, só após o registro. Pazuello pretende que isso aconteça até o dia 20 de janeiro.

Falhas do governo
Deputados que participaram da comissão externa da Câmara que acompanhou o andamento da pandemia avaliam que tudo o que vier para acelerar a vacinação é importante, mas não deixam de apontar falhas do governo. O deputado Alexandre Padilha (PT-SP) afirma que houve atraso no planejamento das compras:

“Agora ficou muito claro, inclusive pelo pronunciamento do ministro da Saúde, que se tem seringa no Brasil para realizar a vacinação são aquelas compradas pelos estados, pelos municípios, e pela Organização Panamericana de Saúde, da OMS. Se dependesse do governo federal, o Brasil sequer teria seringa para começar a vacinação como já começou em outros países", disse Padilha.

Para a deputada Carmen Zanotto (Cidadania-SC), relatora da comissão externa da Câmara que discute ações de enfrentamento ao coronavírus, a legislação aprovada pelo Congresso já poderia ter sido usada pelas empresas:

“A Anvisa não está dificultando a liberação para uso emergencial das vacinas. O que nós precisamos é que as empresas, a indústria possa estar protocolizando, entregando à Anvisa os dados finais para que elas possam fazer a sua avaliação e liberando. A legislação já define prazo máximo de 3 dias para as vacinas que já estão autorizadas para uso em outros países", disse.

Dispensa de licitação
A medida provisória em tramitação no Congresso dispensa a licitação para todas as compras necessárias para o processo de vacinação contra a Covid-19. Ou seja, para a compra de vacinas, insumos, comunicação publicitária e treinamentos.

O ministro Eduardo Pazuello afirmou que, além das 100 milhões de doses da Coronavac, serão mais 210 milhões de doses da vacina da AstraZeneca/Fiocruz até o final do ano. O ministro explicou que o governo pode optar por apenas uma dose desta vacina, o que já seria suficiente para uma eficácia de 70%. Com duas doses, a eficácia subiria para 90%. Ele ressaltou que esta vacina custa cerca de US$ 4 enquanto a da empresa americana Moderna custa US$ 37 a dose.

Além das vacinas da Fiocruz e do Butantan, o governo, segundo o ministro, vai adquirir 42 milhões de doses do consórcio mundial Covax Facility e deve continuar negociando com empresas americanas e com o laboratório russo que fabrica a vacina Sputnik.  No total, estariam asseguradas, até agora, 354 milhões de doses em 2021.

Foi explicado também que o setor público tem 80 milhões de seringas em estoque para iniciar a campanha da Covid-19. Segundo Pazuello, a licitação que o governo não concluiu em dezembro para a compra de mais 30 milhões de seringas seria para regular o estoque.

Fonte: Agência Câmara de Notícias