Brasília, Terça-Feira, 20 de Novembro de 2018

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CMULHER - No encerramento da campanha Outubro Rosa, mulheres debatem prevenção ao câncer de mama

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No encerramento da campanha Outubro Rosa, mulheres debatem prevenção ao câncer de mama.

Para encerrar a campanha Outubro Rosa, a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados convidou a enfermeira do Hospital da Mulher da Unicamp, Marcela Zanatta, para falar sobre os cuidados na prevenção do câncer de mama.

Zanatta falou sobre como evitar o desenvolvimento do câncer. Segundo a enfermeira, o cultivo de hábitos de vida saudáveis – como a prática de atividades físicas, ter uma dieta balanceada e evitar o consumo de álcool – é fundamental para diminuir a chance de desenvolver a doença.

A enfermeira também alertou que as terapias hormonais aumentam o risco do câncer de mama. Menstruação precoce, menopausa tardia e gravidez após os 30 anos são outros fatores que ampliam o risco de desenvolvimento da doença.

"No nosso país, aos 74 anos de idade, todas nós teremos tido provavelmente em torno de 7% de chance de ter desenvolvido um câncer de mama na nossa vida toda. A gente fala hoje de quase 60 mil casos novos por ano e uma incidência de 57 a cada 100 mil habitantes. É uma incidência alta", afirmou.

Marcela Zanatta ressaltou que a maioria dos casos acontece com maiores de 50 anos e que apenas 10% das ocorrências da doença têm relação com a carga genética. Por isso, ela defendeu a oferta do exame de mamografia pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para essa faixa etária de mulheres.

"A mamografia deve sim ser oferecida, mas para a população que hoje é mais indicada, que são as mulheres entre 50 e 69 anos. Essa é uma indicação do Ministério da Saúde, é uma informação que a gente divulga. Essas mulheres precisam ter acesso à mamografia de rastreamento nessa faixa etária, pois pode ter um impacto importante no diagnóstico precoce e na sobrevida da doença", declarou.

Idade mínima
Já a deputada Carmen Zanotto (PPS-SC) acredita que o exame de mamografia deve ser realizado anualmente em mulheres a partir dos 40 anos, conforme a Lei 11.664/08 determina.

"Se nós detectarmos [o câncer de mama] em uma única mulher de 40 a 49 anos em uma mamografia de rastreamento e tratarmos essa mulher precocemente, já valeu o rastreamento a partir dos 40 anos. Então, na condição de enfermeira, eu vou me restringir ao direito de continuar lutando pela garantia do acesso a todas as mulheres a partir dos 40 anos", afirmou.

Para Marcela Zanatta, no entanto, a opção pela mamografia para mulheres a partir de 40 anos provocaria mais atrasos na realização dos exames e do tratamento precoce da doença.

O debate ocorreu no espaço Tribuna das Mulheres, em que a Comissão da Mulher da Casa debate assuntos relacionados à população feminina.