Brasília, Quarta-Feira, 08 de Abril de 2020

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CSSF - Profissionais e parlamentares criticam cursos de saúde a distância

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Profissionais e parlamentares criticam cursos de saúde a distância.

Ministério da Educação (MEC) afirma que educação a distância é fiscalizada com o mesmo rigor adotado para os cursos presenciais.

Existem hoje 231 cursos de saúde a distância credenciados no MEC nas áreas de educação física, enfermagem, farmácia, fisioterapia, gestão hospitalar, entre outros. Levantamento apresentado em audiência pública da comissão de Seguridade Social e Família da Câmara mostrou que existem, no Brasil, 616,5 mil vagas autorizadas em EAD na área de saúde, um aumento de 124% em comparação a 2017.

O deputado Mandetta (DEM-MS) é relator de projeto que proíbe cursos a distância na área de saúde no Brasil (PL 5414/16). Ele defende que o governo tome alguma providência sobre um decreto presidencial do ano passado (9.057/17), que teve a pretensão de aumentar o acesso ao ensino superior, mas que, na visão de profissionais e parlamentares, flexibilizou as regras para a educação a distância (EaD).

"A gente exige como sociedade um atendimento de uma pessoa que se interesse pelos nossos problemas, que sabem interpretar os sintomas num relacionamento direto. E quando você coloca a graduação dessas pessoas a distância, você perde um dos pilares porque você retira o mestre, que corrige em serviço. É uma discussão que tem que ser feita e aproveitar o que EAD pode dar, mas não pode ser do jeito que está, totalmente desregulamentado."

Dorisdaia Humeriz, representante do Conselho Federal de Enfermagem, critica a falta de fiscalização nesses cursos a distância.

"Fizemos avaliação de todos os polos que estavam cadastrados no MEC e encontramos uma situação muito caótica, irregularidades, ali devia ter biblioteca, um arsenal teórico para consulta. Onde encontramos uma biblioteca não havia nem um título para enfermagem, não encontramos laboratórios. Este enfermeiro formado a distância é vítima desse processo de educação no nosso País."

Carlos Roberto Longo, diretor de relações nacionais da Associação Brasileira de Educação a Distância, defende os benefícios da modalidade.

"O aluno de EAD tem o mesmo tempo de contato com os pacientes e práticas laboratoriais e até 30% de cargas presenciais em disciplinas teóricas."

O Ministério da Educação (MEC) entende que a educação a distância não é de segunda grandeza e, segundo a pasta, essa modalidade de educação é fiscalizada com o mesmo rigor adotado para os cursos presenciais.

Fonte: Rádio Câmara